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Alexandre Souza

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Interests
meio louco,
meio chato,
crítico,
auto astral,
místico,
sem vergonha,
falante,
animado,
de bem com a vida,
e muito otimista(até D+),
topo o que a vida mandar!!
FLW!! "A loucura é a exceção no indivíduo, mas regra nos grupos."
Friedrich Nietzsche

"O importante não é o que fazem do homem, mas o que ele faz do que fizeram dele."
Jean-Paul Sartre
August 09

novo blog!!

Oi pessoal, quero agradecer o carinho de todos voces que visitaram este blog e que deixaram seus comentarios!!! Eu estou convidando todos a conhecerem o meu novo espaço de divulgação dos poemas!! http://quizaz.blogspot.com/ Por favor siguam este link e apareçam tambem lá para dar um olhada, apesar da correria garanto que colocarei coisas novas para voces apreciarem... grande beijo alexandre
July 02

Passei

Passa passo

Passa passado

Passado passa

 

Não piso no passo

Não passo no passado

Passeio no passo

 

Passado do passado

Passando de passo

Passado de um passado

 

passou

passo

repasso

 

Passado passando

Ao passo chegando

Passei, não me espera!

 

(Alexandre Cruz)

 

me...

 

Só te ter me bastava

Te abraçar me fartava

E te amar me matava

(Alexandre cruz)

meus dês

Me mexes

Me atiças

Me reboliças

Como fazes isso comigo?

 

Pensei que de todos estava escondido

E apareceu você

Lindo e intrometido

Me fervendo, depois me ebulindo e no fim me temendo

 

Não faça do seu olhar

Caminhos para o meu desvio

Não faça do seu medo

O meu grande desafio

 

Nossas horas não se cruzaram

Estão sobrepostas

Eu inteiro e em postas

Me oferendo a ti

 

 

Bem sem sentido

Desproposito, desmedido

Com todos meus dês

Tu me tens

 

(Alexandre Cruz)

June 20

um amante para mim

 

Se fores matemático

e quiseres cálculos

Serás muito exato para mim

números não são meu forte

e tão pouco exato e o meu fim

 

Se ficas a filosofar

vou até te admirar

mas levanta-te para a ação

Não só de nostalgia e palavras

vive meu coração

 

Os que escrevem também sempre me agradaram

quero seres de carne, osso e papel

mas tenho um medo que estes no fim me deixem ao léu

descobrindo que os bons poetas a um só não amaram

 

Agora aqueles

aqueles do dinheiro dito cujo

desses até fujo

nos meus pensamentos eles não têm vez

 

Do pensativo ao braçal

do patrão ao reles serviçal

Em meus conceitos não há distinção

 

Não quero o exato, não sou assim

Não quero o seguro, pois não me seguro em mim

ambiciosos e cruéis, que triste fim

Escritores, sem muitos amores, estes podem vim

 

Só quero não calcular meu próximo segundo

Não filosofar o ontem e deixar passar o amanhã

Só quero escrever minha palavra vã que brotou de uma mente insã

Teus braços trabalhando em mim

Teu pensamento ao redor do meu

E tua cabeça, balançando para os meus erros em sinal de sim

 

(Alexandre Cruz)

 

 

 

 

teu amor

Tu me contas sobre teu amor

Eu na minha me finco

Prefiro ser ácido

A ser cínico

 

Também prefiro a sinceridade

Ao lisonjeio

Para que mentir

Quando o tal não veio

(Alexandre Cruz)

 

 

ideias outorgadas

Fostes um solo pobre

E mesmo assim meus sonhos em ti plantei

Mas agora devolva-os

Por que do teu pântano já voei

 

Não quero mais garras protetoras

Não quero mais idéias outorgadas

Quero o vôo das passaradas

E o infinito das lavouras

 

(Alexandre Cruz)

Quem dera

A minha esperança não é aquela

Que imóvel espera

Que alguém, quem dera

Alguém que nem mesmo a adora

A salve de Pandora

(Alexandre Cruz)

 

 

A argola

Amor e ódio são extremos

Extremos de uma argola

E argola tem extremos?

(Alexandre Cruz)

 

60 anos ouvindo o boom!

A rosa, o cogumelo, a bomba

Uns viram tantas coisas

Eu só vejo a bomba

 

Não vejo o velho hoje

Ele nem nasceu

Nem vejo a mulher

Que nem o pariu

 

Vejo algo grande, forte

Ainda ouço o boom

Ainda vejo a bomba

 

Mas não vejo aquela gente

Nem vejo aquela rosa

Não há mais rosas para serem rosadas

Não há mais pessoas para serem lembradas

Não há mais nada?

Só a bomba

 

Ainda ouço aquele som surdo

Vejo aquela névoa cegante

Os líquidos coagulantes

E a vida que escorreu em instantes

 

Há uma bomba na calçada

No morro,  em cima e em baixo da ponte, no banco

sento-me ao lado dela

 

De novo não vejo a rosa

Nem vejo o maldito cogumelo

Só vejo a bomba

Só espero o boom 

 (Alexandre Cruz)

 

maneira errada de fazer

Olho para você

Idealizo minha vida

Não idealizo minha ida

Só idealizo

 

olhar

sonhar

Maneira errada de fazer

Sempre esperando no outro por viver.

(Alexandre)

June 16

Condenada

Eu sou a mal cuidada

A mal amada

A que não foi mãe

A que não é nada

 

Eu sou a velha no chão jogada

Implorando migalhas e dando risada

Minha estória nunca foi um conto de fadas

Mas to aí ocupando meu espaço de condenada

 

Me deram este papel

Coloquei o chapéu

Me contaram a do céu

E agora sou só carne ao leu

 

Sei que to amarga e fedida

Quando passas não me encaras

Nem na volta, nem na ida

 

Ainda sou aquela

A mesma que tu viu ontem na rua

Na calçada, pela janela

Quase nua

 

Sofrendo e sorrindo

Morrendo e pedindo

 

Que não sintas dor

Que não sintas pena

Mas que saibas que sendo assim

Mais cedo ou mais tarde te juntaras a mim.

(Alexandre Cruz)

 

 

June 15

Emoldurados

Dizem que não somos artistas

Grande mentira

Um Picasso ou Van Gog sem esforço não pintaria

não como se pintam

como nos pintam

e como nos pintamos todos os dias

 

nos pintamos aventureiros

Quando grandes pasmaceiros

nos pintamos fatais

Quando reles mortais

e nos pintamos como cobras, águias ou dragões

Quando no muito sonhadores e beberrões

 

esses que se pintam

a tudo imitam

a todos temem

E a si próprios mentem

 

mentindo aos mentirosos

cada qual com sua moldura

algumas bem douradas 

outras mais escuras

 

andamos e as carregamos

pelas ruas e calçadões

implorando por um arremate

como peças de leiloes

 

Me vendo e me faço de nobre obra

Pintura que se faz e se desdobra

para cortejar a quem lhe vê

levem-me

comprem-me

amem-me

nos olhos é o que se lê

 

Pobres almas

perdidas, de tão requintadas

imundas, de tão rebuscadas

feio para elas é ser um eu ou um você

Todas estão querendo ser um Monet.

 (Alexandre Cruz)

 

O verdadeiro Eu

O meu eu

O lírico

É algo assim que vem e me assola

Me pega e me toma

Eu tão desgraçado e tão limitado

ele tão livre, verdadeiro

voa alado...

(Alexandre Cruz)

 

Coração e jangada

Do meu coração

fiz uma jangada

Sou um navegador

no oceano do nada

Quem cuidará de mim?

 

Tristeza eu tenho por tanta água

turbilhando nossos dias

nossos beijos

tragando confidências

e trazendo mentiras

 

Ainda que a correnteza esteja forte

Este braço rema ao horizonte

Fiz da lua meu norte

sigo-a sem saber para onde.

(Ale)

June 13

Um pouco do novo CD da Shakira

Día De Enero Shakira

Composição: Shakira Mebarak Ripoll

Te conocí un día de enero,
con la luna en mi nariz
Y como ví que eras sincero
En tus ojos me perdí

Que torpe distracción
Y que dulce sensación

Y ahora que andamos por el mundo
Como Eneas y Benitin
Ya te encontre varios rasguños
Que te hicieron por ahí

Pero mi loco amor
Es tu mejor doctor

Voy a curarte el alma en duelo
Voy a dejarte como nuevo
Y todo va a pasar
Pronto verás el sol brillar

Tú más que nadie merecer ser feliz

Ya vas a ver como van sanando
Poco a poco tus heridas
Ya vas a ver como va
La misma vida a decantar la sal que sobra del mar

Y aunque hayas sido un extranjero
hasta en tu propio país
Si yo te digo ¿qué dices tu?
Tu aún dices ¿que decís?
Y lloras de emoción oyendo un bandoneón

Y aunque parezcas despistado con ese caminar pausado
Conozco la razón que hace doler tu corazón
Por eso quise hacerte esta canción

Ya vas a ver como van sanando
Poco a poco tus heridas
Ya vas a ver como va
La misma vida a decantar la sal que sobra del mar

 

: )))))


letras acima

June 09

tempo-passa

São dois

estranhos para cada um

se escarrando

se suando

com muito pêlo

e pouca luz

 

Para um orgasmo,

quase um espasmo

para a dor,

nenhum amor

 

Fruto do acaso

dia da caça

gozo a esmo

para o tempo-passa

 

(Alexandre Cruz)

June 07

Conjugando o verbo arder

Arder de ardido

Arder de amargo

Arder sem sentido

Arder de negado

 

Ardendo em óleo

Ardendo aos olhos

Ardendo em chamas

Ardendo nas camas

 

Ardia a ferida

Ardia a palavra

Ardia a paixão perdida

Ardia a alegria roubada

 

Ardo até o fim

Ardo até amanhã

Ardo nesse poema sem fim

Ardo em cada palavra vã.

(Alexandre Cruz)

 

June 06

vem dançar comigo....

Vem dançar comigo,

pois agente um dia dançou no mesmo passo

Vem pisar no meu pé,

pois eu sempre vou desculpar-te e sorrir,

 mesmo doendo

Sabe aquela musica da Edith?

a nossa

Ta aqui empoerada e muda

Não tenho coragem de ouví-la

e nem vou darei ela para mais ninguém

Como tantas coisas que te dei

E hoje só espero

Que você traga o que sempre confiei que tens para mim.

Por isso, vem!

(Alexandre Cruz)

 

Idas e voltas

As nossas esperanças,

Sempre perdidas,

As nossas paixões,

Sempre malditas

As minhas dores,

Tão ardidas...

 

De idas,

De vindas,

De voltas,

E mais voltas

como o inseto de caso com a lâmpada,

Aonde está?

Aonde esta tudo aquilo que acreditamos?

 

Acredito amar,

Mas cadê o amor?

O que este signo faz e refaz tanto

e que no final não significa nada?

 

Se há prazer na dor,

E não há pistas de quando ela virá

Como evitá-la?

 

Posso querer demais,

sofrer de menos...

Não quero para de amar,

Nem ter menos que mil amantes,

Mas quero uma chance

De tudo um dia não terminar...

 (Alexandre Cruz)